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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Velha Ana

Nada como um dia sem fazer nada na terra do nunca: acordei com vontade de fotografar meus velhos amores. E o mais interessante que a roça trás é essa curiosidade, e ao mesmo tempo a timidez diante de algo não muito comum: a câmera. Lá costumam dizer: Nossa, Nana, que troço grande. É, costuma ser assim. E sempre quando lá me ponho, sinto pureza, desprovida de acervos tecnológicos. Me sinto limpa, uma criança.
Ana não é minha mãe, mas quase todo mundo lá parece ser. Nesse dia, rimos de alegria a tarde inteira: uma risada gostosa e que me doeu a barriga. Uma risada sincera de saudades e cheia de vontade de acabar com isso que nos corrói durante todo esse tempo que permaneço longe.
Apesar de sempre estressada, ela sorriu, e muito. Falou todas as besteiras de costume e acendeu um cigarro para posar pra mim. Grande tia Ana.






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